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A metodologia de coleta dos dados do GPP

Para a coleta dos dados da pesquisa, foram selecionados os instrumentos elencados a seguir.

Para completar a coleta dos dados e garantir uma “triangulação das metodologias” (Zhang; Zhang, 2020) mais sólida, foram incluídos no projeto também instrumentos ditos "introspectivos", por meio dos quais os pesquisadores podem ter acesso ao processo de elaboração dos pedidos e, portanto, entender melhor como e por que o participante escolhe determinadas formulações, inter-relacionando a perspectiva ética (do analista) e a êmica (do participante) (Kádár; Haugh, 2013). 

 

Os instrumentos são descritos abaixo.

A análise dos dados é realizada a partir de uma taxonomia inspirada nos trabalhos de Blum-Kulka et al. (1989) e adaptada pelo GPP (ver Santoro et al., 2021). 

 

A taxonomia inclui uma categorização da (in)diretividade e das perspectivas dos atos principais (head acts), além de uma classificação dos modificadores (modifiers) e dos atos de suporte (supportive moves). 

 

Os dados provenientes de WDCT, RP e ReP são anotados com o software ATLAS.ti a partir da taxonomia desenvolvida pelo grupo. A análise, de tipo qualitativo e quantitativo, se propõe a verificar a presença das diferentes estratégias tanto em uma só língua quanto na comparação entre duas ou mais línguas e variedades, buscando relacionar escolhas e valores sócio-culturais. O confronto entre instrumentos (WDCT vs RP) é mais um dos interesses do grupo.

 

No caso do MCDCT, além da análise quantitativa que leva em conta quantas vezes é escolhida em cada grupo uma determinada opção, prevê-se também a anotação das respostas eventualmente incluídas na opção "aberta", em que o informante pode escrever sua própria resposta, caso não se sinta contemplado por nenhuma das cinco alternativas propostas.

 

Os dados provenientes de QP e ER são coletados prioritariamente por meio de escalas Likert e respostas fechadas, cujos resultados são posteriormente associados às situações e comparados com as respostas abertas de WDCT e RP. 

 

O TAP, analisado qualitativamente, favorece uma compreensão mais aprofundada de como os pedidos são percebidos e de quais fatores influenciam sua realização.

BLUM-KULKA, S.; HOUSE, J.; KASPER, G. (orgs.) (1989). Cross-cultural Pragmatics: Requests and Apologies. Norwood, N. J.: Ablex Publishing Corporation.

BROWN, P.; LEVINSON, S. C. (1987). Politeness: Some universals in language usage. Cambridge: Cambridge University Press.  

SANTORO, E.; SILVA, L. A. DA; KULIKOWSKI, M. Z. Estudar pedidos na perspectiva da Pragmática cross-cultural. In: E. Santoro; L. A. da Silva; M. Z. Kulikowski (orgs.) Estudos em Pragmáticas: atos de fala em português, italiano, espanhol e inglês. p.13-36, 2021a. São Paulo: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

BLUM-KULKA, S.; HOUSE, J.; KASPER, G. (orgs.) (1989). Cross-cultural Pragmatics: Requests and Apologies. Norwood, N. J.: Ablex Publishing Corporation.

BROWN, P.; LEVINSON, S. C. (1987). Politeness: Some universals in language usage. Cambridge: Cambridge University Press.  

KÁDÁR, D. Z.; HAUGH, M. Understanding politeness. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.

SANTORO, E.; SILVA, L. A. DA; KULIKOWSKI, M. Z. Estudar pedidos na perspectiva da Pragmática cross-cultural. In: E. Santoro; L. A. da Silva; M. Z. Kulikowski (orgs.) Estudos em Pragmáticas: atos de fala em português, italiano, espanhol e inglês. p.13-36, 2021a. São Paulo: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.

<http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/710>. 

ZHANG, L. J.; ZHANG, D. Think-aloud protocols. In: J. McKinley; H. Rose (orgs.). The Routledge Handbook of Research Methods in Applied Linguistics. New York : Taylor and Francis, 2020, p.302-311. <https://www.taylorfrancis.com/books/9781000734034/chapters/10.4324/9780367824471-26>.

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